Diga-me, lírio diáfano
Em que sonho de labirintos impossíveis
Te enclausurastes...?
Em que céu ensandecido, vagam
Teus pensamentos acorrentados em névoa?
Em que abismos eternos...
Preferistes ser Alice... sem asas?
Em que praia absurda
Fostes construir castelos de areia?
Mas antes...
Repara-te...
Olha-te um pouco...
Numa profundidade
Que ainda não ousastes olhar...
Não, não prenda a respiração...
Nem desvie o olhar...
Não vai demorar muito...
Repara...
Como sua luz te espera...
Para resplandecer...
Irradiar...
Como mil sóis num dia de festa...
Repara mais...
Vê?
No prisma do teu reflexo....
Como algumas poucas
(raras e perenes) estrelas cintilantes
Te estendem as mãos, convidando-te para a dança...?
Gil Miri
Arte-educador por devoção, ator por necessidade vital, ambos por profissão e amante incondicional da Arte.
Quando nasci, um anjo torto desses que vivem na sombra disse: Vai, Gil! ser gauche na vida, mas sobretudo, sou um fingidor. Finjo tão completamente que chego a fingir que sou ator, o ator que deveras sou.
E aqui é meu canto. É neste espaço sob as hélices de alguns mestres que acordo meus sonhos imaginados, reais e impossíveis.
Quando nasci, um anjo torto desses que vivem na sombra disse: Vai, Gil! ser gauche na vida, mas sobretudo, sou um fingidor. Finjo tão completamente que chego a fingir que sou ator, o ator que deveras sou.
E aqui é meu canto. É neste espaço sob as hélices de alguns mestres que acordo meus sonhos imaginados, reais e impossíveis.
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