Olho-me aos meus pés
Sem mim, incalcado,
Esquivo em trote...
Hei, um girassol
Piscou seus olhos dourados...
–– foi numa fração de segundo...
No enleio raro de um raio de luz...
Apenas...
...esquece...
Deixo-me e parto,
Arrastando atrás de mim, as cordas do meu olhar,
Desamarradas do que nunca senti como pulsação.
Escalo-me na precipitação
Do volátil abismo meu
Que ao engolir-me a mim
Guela abaixo
Embalsama meu fôlego
Esfacelando meus nuncas, meus dentros
E num estupor momentâneo
Tento alçar vôo e planar
Sobre o vale de minhas impercepções,
Vazias de mim, incontavelmente repletas
E não me dou conta mais do que sou
Ao que sinto em mim...
Hei, repara só...
O girassol continua a piscar seus olhos...
deixa pra lá, são apenas raios de luz...
no seu breve espantar de todas as manhãs
Gil Miri
Arte-educador por devoção, ator por necessidade vital, ambos por profissão e amante incondicional da Arte.
Quando nasci, um anjo torto desses que vivem na sombra disse: Vai, Gil! ser gauche na vida, mas sobretudo, sou um fingidor. Finjo tão completamente que chego a fingir que sou ator, o ator que deveras sou.
E aqui é meu canto. É neste espaço sob as hélices de alguns mestres que acordo meus sonhos imaginados, reais e impossíveis.
Quando nasci, um anjo torto desses que vivem na sombra disse: Vai, Gil! ser gauche na vida, mas sobretudo, sou um fingidor. Finjo tão completamente que chego a fingir que sou ator, o ator que deveras sou.
E aqui é meu canto. É neste espaço sob as hélices de alguns mestres que acordo meus sonhos imaginados, reais e impossíveis.
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