pedestais envolvidos por círios brancos
elevam as estátuas descomunais
no jardim de infinitos de flancos
moldados por silhuetas colossais.
sobre as cúpulas, as suásticas em Esperanto
gravam nomes de séculos imperiais,
e datas que principiam sonhos, findam em acalantos.
na base, epígrafes inscritas em lâminas dialetais
nomeiam os leitos letais, onde os anjos
fenecem eternamente, expiando pecados capitais,
no cáustico sono silente da noite, sob o manto
maculado de suas legionárias asas celestiais
que buscavam os céus, enfeitiçadas pelo divino canto
mas sem as rebeldes insaciáveis, não voarão jamais.
12jul02
Gil Miri
Arte-educador por devoção, ator por necessidade vital, ambos por profissão e amante incondicional da Arte.
Quando nasci, um anjo torto desses que vivem na sombra disse: Vai, Gil! ser gauche na vida, mas sobretudo, sou um fingidor. Finjo tão completamente que chego a fingir que sou ator, o ator que deveras sou.
E aqui é meu canto. É neste espaço sob as hélices de alguns mestres que acordo meus sonhos imaginados, reais e impossíveis.
Quando nasci, um anjo torto desses que vivem na sombra disse: Vai, Gil! ser gauche na vida, mas sobretudo, sou um fingidor. Finjo tão completamente que chego a fingir que sou ator, o ator que deveras sou.
E aqui é meu canto. É neste espaço sob as hélices de alguns mestres que acordo meus sonhos imaginados, reais e impossíveis.
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