vítreos olhares que se aproximam
na confusão das respirações
que se alinham desejosas
e multiplicam-se em chamas
em frações de segundos.
no primeiro desencontro
as pálpebras deslizam devagar
para pousarem delicadas
no poente austral;
no mesmo compasso
os lábios cálidos consomem o mágico ritual:
revelando as línguas ardentes
que no terceiro toque,
tropeçam de leve nos dentes,
para depois se tocarem íntimas
numa cumplicidade mítica,
como a lua ao mar,
num prelúdio sedutor da aurora boreal.
a realidade temporal em cristais de gelo
suspira um mar de sonhos flutuantes
e os olhos oclusos saciam as primorosas imagens
e a quintessência do beijo apaixonante
transcende as mil faces orgíacas da carne.
Gil Miri
Arte-educador por devoção, ator por necessidade vital, ambos por profissão e amante incondicional da Arte.
Quando nasci, um anjo torto desses que vivem na sombra disse: Vai, Gil! ser gauche na vida, mas sobretudo, sou um fingidor. Finjo tão completamente que chego a fingir que sou ator, o ator que deveras sou.
E aqui é meu canto. É neste espaço sob as hélices de alguns mestres que acordo meus sonhos imaginados, reais e impossíveis.
Quando nasci, um anjo torto desses que vivem na sombra disse: Vai, Gil! ser gauche na vida, mas sobretudo, sou um fingidor. Finjo tão completamente que chego a fingir que sou ator, o ator que deveras sou.
E aqui é meu canto. É neste espaço sob as hélices de alguns mestres que acordo meus sonhos imaginados, reais e impossíveis.
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