faz um tempo
que eu tenho os mesmos sonhos
e a cada noite
eles são mais confusos e disformes:
são redemoinhos de espinhos
que me envolvem
com lancinante furor
são paredes de olhos aniquilantes
que seguem meus passos perdidos
por um labirinto eterno
e são vozes de vidro
que se estilhaçam dentro de mim
culpando-me de crimes
que não cometi...
que não sei se cometi...
só me lembro de vultos
entremeados em neblina,
faíscas de pequenos gestos bruscos.
e não sei quando isso vai terminar
(um século em uma semana)
ou como (...)
mas até lávou tentar me manter acordado.
Gil Miri
Arte-educador por devoção, ator por necessidade vital, ambos por profissão e amante incondicional da Arte.
Quando nasci, um anjo torto desses que vivem na sombra disse: Vai, Gil! ser gauche na vida, mas sobretudo, sou um fingidor. Finjo tão completamente que chego a fingir que sou ator, o ator que deveras sou.
E aqui é meu canto. É neste espaço sob as hélices de alguns mestres que acordo meus sonhos imaginados, reais e impossíveis.
Quando nasci, um anjo torto desses que vivem na sombra disse: Vai, Gil! ser gauche na vida, mas sobretudo, sou um fingidor. Finjo tão completamente que chego a fingir que sou ator, o ator que deveras sou.
E aqui é meu canto. É neste espaço sob as hélices de alguns mestres que acordo meus sonhos imaginados, reais e impossíveis.
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