Púrpuras virginais em róseas rendas:
Peças mortas em grama veraneia
Sob a bela lua duodecênia:
Uma roseira em áurea florescência
O primor de seus lábios prístinos
E o aroma lúcido de sua face ninfal
Não resistiram às navalhas do cume libertino,
Nem seus olhos cianos, dessa libido outonal
O lençol silente do sono lácteo repousa calmamente
Empalidecendo o frescor de sua frágil essência pueril
E a alvura esmaltada dos seus pequeninos fios
Maculados por um instinto lúrido e insano, esmaece
Orvalhos alados clamam por perdão
E crucificados pela noite, voam para descolorir
O oceano escarlate que inundou e afogou
Os sonhos do sublime universo em expansão
As árvores, em religioso silêncio velado
Embalam o sono infindável de uma flor de outono
(e a noite sensivelmente nua)
Canta lamentos à sua pureza e inocência pervertidas
Gil Miri
Arte-educador por devoção, ator por necessidade vital, ambos por profissão e amante incondicional da Arte.
Quando nasci, um anjo torto desses que vivem na sombra disse: Vai, Gil! ser gauche na vida, mas sobretudo, sou um fingidor. Finjo tão completamente que chego a fingir que sou ator, o ator que deveras sou.
E aqui é meu canto. É neste espaço sob as hélices de alguns mestres que acordo meus sonhos imaginados, reais e impossíveis.
Quando nasci, um anjo torto desses que vivem na sombra disse: Vai, Gil! ser gauche na vida, mas sobretudo, sou um fingidor. Finjo tão completamente que chego a fingir que sou ator, o ator que deveras sou.
E aqui é meu canto. É neste espaço sob as hélices de alguns mestres que acordo meus sonhos imaginados, reais e impossíveis.
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