Particularmente acho a inspiração poética um bicho muito esquisito e arisco. Quantas vezes eu não acordei de manhã, ou mesmo de madrugada com uma vontade homérica de escrever alguma coisa e, por mais que tente, ou esprema, como diria João Grilo, nada sai... se quer um mísero verso.
E como se eu tentasse atraí-la com uma isca da pior espécie, porque é o que acontece mesmo quando você vai ficando encurralado, sem saída e a caneta rabisca qualquer coisa no papel impacientíssima... a danada da inspiração se afasta cada vez mais.
Sossega meu filho, a inspiração não é assim... quando a gente quer, pronta pra derramar-se à nossa vontade... Não. Precisa paciência....
Veja, somos afetados por tantas coisas o tempo todo e isso precisa deglutir, e ficar lá dentro ruminando, germinando, fermentando... até que começa a brotar timidamente... e como quem não quer nada, nos assalta, assim, de supetão no meio da rua ou em qualquer lugar que nunca esperamos...
Aí, meu amigo, basta ser criança e brincar com o presente que lhe foi dado.
Gil Miri
Arte-educador por devoção, ator por necessidade vital, ambos por profissão e amante incondicional da Arte.
Quando nasci, um anjo torto desses que vivem na sombra disse: Vai, Gil! ser gauche na vida, mas sobretudo, sou um fingidor. Finjo tão completamente que chego a fingir que sou ator, o ator que deveras sou.
E aqui é meu canto. É neste espaço sob as hélices de alguns mestres que acordo meus sonhos imaginados, reais e impossíveis.
Quando nasci, um anjo torto desses que vivem na sombra disse: Vai, Gil! ser gauche na vida, mas sobretudo, sou um fingidor. Finjo tão completamente que chego a fingir que sou ator, o ator que deveras sou.
E aqui é meu canto. É neste espaço sob as hélices de alguns mestres que acordo meus sonhos imaginados, reais e impossíveis.
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