O relâmpago, de Waly Salomão
Ó velho oceano cheio de tretas, velho oceano,
Quem com olhos de seca pimenteira
Queimará toda tua água, a lisa e a encapelada?
O fogo, o fogo, o fogo.
“O relâmpago é o senhor dono de tudo”
(assim Heráclito, o Obscuro secretava e esparzia o pó elemental das coisas.)
Quem queimará a tua água lisa e a tua água encapelada?
A chama -sereia desmiolada- de que se recordará?
Nem das cinzas, nem de si-mesma, nem de nada.
SALOMÃO, Waly. Pescados Vivos, p.59. In: BOAVENTURA, Flávio. O amante da algazarra. Nietzsche na poesia de Waly Salomão. Belo Horizonte: Eitora UFMG, 2009. p.35.
Gil Miri
Gil Miri
Arte-educador por devoção, ator por necessidade vital, ambos por profissão e amante incondicional da Arte.
Quando nasci, um anjo torto desses que vivem na sombra disse: Vai, Gil! ser gauche na vida, mas sobretudo, sou um fingidor. Finjo tão completamente que chego a fingir que sou ator, o ator que deveras sou.
E aqui é meu canto. É neste espaço sob as hélices de alguns mestres que acordo meus sonhos imaginados, reais e impossíveis.
Quando nasci, um anjo torto desses que vivem na sombra disse: Vai, Gil! ser gauche na vida, mas sobretudo, sou um fingidor. Finjo tão completamente que chego a fingir que sou ator, o ator que deveras sou.
E aqui é meu canto. É neste espaço sob as hélices de alguns mestres que acordo meus sonhos imaginados, reais e impossíveis.
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