As eternas Teresas dos grandes poetas: Bandeira



Mulheres - Hector Bernabó Carybé


Teresa, de Manuel Bandeira

A primeira vez que vi Teresa
Achei que ela tinha pernas estúpidas
Achei também que a cara parecia uma perna

Quando vi Teresa de novo
Achei que os olhos eram muito mais velhos que o resto do corpo
(Os olhos nasceram e ficaram dez anos esperando que o resto do corpo nascesse)


Da terceira vez não vi mais nada
Os céus se misturaram com a terra
E o espírito de Deus voltou a se mover sobre a face das águas.

Leia também:
O adeus de teresa, de Castro Alves
Teresa de, Álvares de Azevedo

Gil Miri

3 comentários:

  1. gilberto, que bom esse seu blog! em especial esse esse poema do bandeira que é pra lá de bom. obrigado pela visita lá no meu blog e pelas palavras. tens autorização para usar qualquer dos desenhos ou pinturas que vou cometendo ao longo dos dias, abç!

    paulo vieira

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  2. Paulo, obrigado pela visita e pode deixar que elas me inspiraram muito, e acredito que vão me fazer voar ainda mais. abraço.... e volte mais mais vezes para tomarmos um café.

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  3. Ah, eu também adoro esse poema do Bandeira. E ele foi o último escrever sobre a Teresa, e repare a singeleza como ele escreve: mesmo as palavras e imagens evocadas são bem cotidianas e o resultado é o que a gente vê

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