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| Marcel Proust, retrato de Jacques-Émile Blanche, 1892 |
"Como resultado de um ciclo de mais de vinte anos entre o inĂcio da redaĂ§Ă£o e o tĂ©rmino da publicaĂ§Ă£o do romance, tem-se uma obra estruturalmente simĂ©trica, que seria reverenciada pelas gerações que seguiram como um dos pilares do modernismo. O prĂ³prio Proust comparava Em busca do tempo perdido a uma catedral gĂ³tica que, vista de baixo, parece estender-se para cima infinitamente, e o crĂtico norte-americano Edmund Wilson comparou-o a uma sinfonia. Harold Bloom considera que Proust e seu Em busca do tempo perdido desafiam o poder shakespeariano de representaĂ§Ă£o de personagens e faz notar que as personagens proustianas, assim como as de Shakespeare, resistem a qualquer tentativa de reduĂ§Ă£o psicolĂ³gica. “A grande força de Proust, entre tantas outras, Ă© a caracterizaĂ§Ă£o: nenhum romancista do sĂ©culo XX pĂ´de igualar seu rol de personalidades vĂvidas”, afirmou. JĂ¡ Edmund Wilson chamou o romance de Proust de “a maior representaĂ§Ă£o literĂ¡ria da nossa Ă©poca” e salientou, naquela que Ă©, segundo ele, “a grande obra da autocriaĂ§Ă£o”, “a crença no poder da arte disputar com o tempo”.
fonte: L&PM

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