o zé do brejo quando se casariô
ele me convidariô
pra uma quadrilha eu marcariá
marcariei uma quadrilha ritmada
fomo ate de madrugada
todo mundo cum seu pariá
alavantú, chã de dama, anarrariê
cantei coco pra valer
e todo mundo cum seu pariá
brincariei fui na festa de
casamento
da filha de pedro bento
na fazenda caiucariá
o zé do brejo noivo muito animado
logo depois de casado me pediu para cantariá
me perguntaro
poerque é que eu canto assim
eu então lhe respondi
que a minha língua não dariá
esse negócio de dizer
alavantú, chã de dama, anarriê
posso me atrapalhariá
De Jacinto Silva e Onildo Almeida | 1977
Gil Miri
Arte-educador por devoção, ator por necessidade vital, ambos por profissão e amante incondicional da Arte.
Quando nasci, um anjo torto desses que vivem na sombra disse: Vai, Gil! ser gauche na vida, mas sobretudo, sou um fingidor. Finjo tão completamente que chego a fingir que sou ator, o ator que deveras sou.
E aqui é meu canto. É neste espaço sob as hélices de alguns mestres que acordo meus sonhos imaginados, reais e impossíveis.
Quando nasci, um anjo torto desses que vivem na sombra disse: Vai, Gil! ser gauche na vida, mas sobretudo, sou um fingidor. Finjo tão completamente que chego a fingir que sou ator, o ator que deveras sou.
E aqui é meu canto. É neste espaço sob as hélices de alguns mestres que acordo meus sonhos imaginados, reais e impossíveis.
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