a água que me beija
que me acaricia
me alaga
me enleva
esta água que me toma
me amarra
me enlaça
enforca-me
em sua efervescência
embriagada
líquido borbulhante
que me aprisiona
em seu delírio
e sufoca-me
em suas espumas desvairadas
água que me leva,
me esfacela
me esfalfa
abraça-me
em suas correntes cardúmicas
e me guarda em seu leito turvo
depois de bebido em seu cálice
casto
calmo
Gil Miri
Arte-educador por devoção, ator por necessidade vital, ambos por profissão e amante incondicional da Arte.
Quando nasci, um anjo torto desses que vivem na sombra disse: Vai, Gil! ser gauche na vida, mas sobretudo, sou um fingidor. Finjo tão completamente que chego a fingir que sou ator, o ator que deveras sou.
E aqui é meu canto. É neste espaço sob as hélices de alguns mestres que acordo meus sonhos imaginados, reais e impossíveis.
Quando nasci, um anjo torto desses que vivem na sombra disse: Vai, Gil! ser gauche na vida, mas sobretudo, sou um fingidor. Finjo tão completamente que chego a fingir que sou ator, o ator que deveras sou.
E aqui é meu canto. É neste espaço sob as hélices de alguns mestres que acordo meus sonhos imaginados, reais e impossíveis.
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