Em um só movimento, saltou do sonho para o tapete listrado ao lado da cama. Notou que, ao redor de sua cabeça, pequenos galhos... não, pequenas árvores cresciam vertiginosamente e frutificavam suas vontades em cachos que logo maduravam em impulsos incontroláveis.
Na hora do café, mostrou orgulhosamente seus bonsais carregados e enquanto beliscava um biscoito e sorvia aos goles o leite com café, explicou - mais com o corpo do que com palavras - cada vontadezinha que pendia dos galhos. Vó Zefa, escutava tudo pacientemente e muito admirada. E no auge daquela inquietação, se levantou da cadeira, como que puchado pelos raios do sol que adentrava à cozinha, e num instante estava na porta.
"Aonde vai com tanta pressa, menino?"
"Vou pro quintal vó, vou soltar minhas vontades, que eu já não estou mais aguentando segurar".
Obra: Galhos de uma amendoeira em flor
de Vincent Van Gogh
Gil Miri
Arte-educador por devoção, ator por necessidade vital, ambos por profissão e amante incondicional da Arte.
Quando nasci, um anjo torto desses que vivem na sombra disse: Vai, Gil! ser gauche na vida, mas sobretudo, sou um fingidor. Finjo tão completamente que chego a fingir que sou ator, o ator que deveras sou.
E aqui é meu canto. É neste espaço sob as hélices de alguns mestres que acordo meus sonhos imaginados, reais e impossíveis.
Quando nasci, um anjo torto desses que vivem na sombra disse: Vai, Gil! ser gauche na vida, mas sobretudo, sou um fingidor. Finjo tão completamente que chego a fingir que sou ator, o ator que deveras sou.
E aqui é meu canto. É neste espaço sob as hélices de alguns mestres que acordo meus sonhos imaginados, reais e impossíveis.
Popular Posts
Facebook Page
https://www.facebook.com/moinhoamarelo/

Nenhum comentário:
Postar um comentário